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Com a chegada do último trimestre de 2026, muitos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ainda têm dúvidas sobre eventuais depósitos nas contas no fim do ano.
O órgão reforça que o cronograma dos meses finais não é um abono extra nem um "14º salário". Trata-se do pagamento proporcional destinado apenas a quem passou a receber um benefício elegível depois do lote de antecipação.
Entre abril e junho deste ano, o governo federal adiantou as duas parcelas do 13º salário para a grande maioria dos aposentados e pensionistas.
Quem estava com a situação regularizada e já recebia o benefício nesse período teve o abono de 2026 totalmente quitado e, por isso, não deve contar com novos depósitos previdenciários em dezembro — devendo planejar as finanças apenas com base na folha mensal.
Já o lote do fim do ano é voltado aos novos segurados. Quem teve a aposentadoria, a pensão por morte ou o auxílio temporário aprovado a partir de maio não participou do lote antecipado.
Para esses beneficiários, o INSS calcula o 13º proporcional, considerando o número exato de meses em que o benefício esteve ativo em 2026. O valor varia conforme o tempo no sistema e a renda mensal do titular.
Vale lembrar que nem todo segurado tem direito ao abono. Os inscritos no Benefício de Prestação Continuada (BPC), voltado a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda, não recebem o 13º, pois o recurso tem natureza assistencial, e não previdenciária.
Para os contemplados com o pagamento proporcional, os depósitos ocorrem entre o fim de novembro e o início de dezembro, divididos conforme o valor do benefício e o dígito final do cartão. A consulta individual pode ser feita na plataforma Meu INSS.
Já os trabalhadores da iniciativa privada, regidos pela CLT, seguem o calendário tradicional: a primeira parcela até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro.
Para conferir se há valores a receber, o segurado deve checar o histórico de lançamentos na plataforma Meu INSS, acessível com os dados da conta Gov.br.
Ao emitir o extrato de pagamento do benefício, é possível ver em detalhe os valores já quitados, identificar se o abono foi pago na antecipação e se há previsão de saldo proporcional para os últimos meses do ano.
Essa verificação individual ajuda o aposentado ou pensionista a planejar o orçamento com base na sua situação real, sem depender apenas dos calendários gerais do órgão.
Fonte: Com informações de Jornal Contábil




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